domingo, 22 de julho de 2007

Mensagem a uma das Raízes da Árvore das nossas Vidas...

Gustav Klimt: A ÁRVORE DA VIDA (1909)



Cara TIA DONALDA, nossa MESTRE, NOSSO MODELO, NOSSA COLEGA, NOSSA MADRINHA, MINHA ILUSTRE VIZINHA e, sobretudo, NOSSA AMIGA:





Agradecemos-lhe todo o afecto que nos guarda...todos os lanches e as intermináveis, mas sem dúvida, agradáveis conversas no bar da escola...as boleias para casa...os conselhos...a conversa e atenção que me dispensou no primeiro ano quando as coisas estavam muito difícieis...o "apoio de bastidores" à minha Cláudia "Gomes"- 21, o "apoio de bastidores" no "Posto de Saúde" cá da nossa terra (lololol)...ter sempre acreditado em nós...as suas gargalhadas...as suas chamadas de atenção...o seu apoio no "Conselho" quando alguns "dos nossos" estavam em dificuldade...o seu apoio e conselho no início do ano, quando o caos reinava no grupo de finalistas...ter estado conosco ontem, na nossa festa...ter estado presente sempre...


Por tudo isto permita-me dizer-lhe que é com saudade que, acredite, a recordarei (e recordaremos todos os que terminaram esta primeira etapa) com imenso carinho e nostalgia, porque foi uma parte essencial para um dos períodos mais felizes e importantes da minha (e da nossa) vida.


Obrigado por tudo!


Um abraço grande e apertado para a Tia Donalda.

sábado, 21 de julho de 2007

O final desta jornada

Há muito tempo que ninguém vem a este blog. Hoje há uma razão especial: parabéns aos distintos bloguistas que ontem terminaram o seu Curso.
Espero que agora, com um pouco mais de tempo livre, e com muitas novidades para contar nos voltemos a encontrar nesta Tertúlia Virtual.
Beijos

sábado, 19 de maio de 2007

PARABÉNS!

A todos os que hoje são abençoados, em particular para os meus queridos padrinhos do 5º CLE da ESEMFR os meus parabéns! O valor das coisas vê-se pelo caminho que temos de as percorrer para as atingir.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Hoje é dia de festa.



Hoje é dia de festa...porque celebramos a LIBERDADE. Devemos isso a algumas mulheres e homens ( poucos...mas combativos, persistentes e que acreditaram ), que permitiram que nós pudessemos viver como hoje o fazemos. Para que não se esqueçam estas pessoas aconselho a leitura do livro "POR TEU LIVRE PENSAMENTO. Histórias de 25 ex-presos políticos portugueses" de dois autores nascidos já depois do 25 de Abril. Estes jovens dizem "ao aperceber-me de que a minha geração pouco ou nada sabia sobre o que tinha acontecido durante a ditadura de Salazar comecei a interessar-me, a investigar e decidi que tinha de fazer alguma coisa para guardar o registo dessas pessoas, as memórias...". Para os membros deste blog que lhe queiram dar uma espreitadela, tenho um à disposição.


Ouvi hoje parte dos discursos que os nossos políticos proferiram na Assembleia da República. Fez-me alguma confusão que alguns deputados tivessem preferido falar do que consideram mal no país, em vez de celebrarem um dia tão importante para todos os portugueses (mesmo para aqueles que não gostam deste dia...). Sobretudo tenho pena que não me reveja nas palavras do Presidente. Já não é a primeira vez que este facto acontece, e também não me admira muito que não esteja de acordo com ele, pois estou bastante longe do seu projecto de sociedade. De qualquer maneira deixou-me triste. Será que o Sr. Presidente acha que o futuro se faz sem presente e sobretudo sem passado? Só há este presente e só é possível um outro futuro para os jovens (e não só), porque houve um passado que não se pode esquecer.


Aqui fica a humilde opinião de uma mulher que apesar de nunca ter tido a coragem de lutar activamente contra a ditadura, também nunca a apoiou.

sábado, 14 de abril de 2007

Da Guerra à Alegria...

Hoje não vos trago um texto escrito por mim, mas sim por um senhor que já morrer há muitos anos e cujas palavras são património de toda a humanidade.
Já há cerca de duzentos anos o eram, quando Ludwig van Beethoven compôs a sua derradeira sinfonia, outro documento fruto do génio humano, ético e estético ao qual todos podemos aspirar.
Deixo-vos, então, a tradução da "Ode à Alegria", escrita por Friedrich von Schiller, para que os menos afortunados, como eu, que não compreendem a língua germânica, possam aceder, ainda que enviesadamente, à beleza do ídílio de paz que o autor tão bem comunicou e que Beethoven fez ascender ao Divino, quando a incluíu no último andamento da sua 9.ª Sinfonia, "Coral"...


(Barítono)
Oh amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais prazeroso
E mais alegre!

(Barítonos, solistas e coro)
Alegre, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Tua magia volta a unir
O que o costume rigorosamente dividiu.
Todos os homens se irmanam
Ali onde teu doce vôo se detem.
Quem já conseguiu o maior tesouro
De ser o amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma mulher amável
Rejubile-se conosco!
Sim, mesmo se alguém conquistar apenas uma alma,
Uma única em todo o mundo.
Mas aquele que falhou nisso
Que fique chorando sozinho!
Alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos deu beijos e vinho e
Um amigo leal até a morte;
Deu força para a vida aos mais humildes
E ao querubim que se ergue diante de Deus!

(Tenor solo e coro)
Alegremente, como seus sóis corram
Através do esplêndido espaço celeste
Se expressem, irmãos, em seus caminhos,
Alegremente como o herói diante da vitória.

(Coro)
Alegre, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Abracem-se milhões!
Enviem este beijo para todo o mundo!
Irmãos, além do céu estrelado
Mora um Pai Amado.
Milhões se deprimem diante Dele?
Mundo, você percebe seu Criador?
Procure-o mais acima do céu estrelado!
Sobre as estrelas onde Ele mora.

Tradução de Arnaldo Poesia

http://www.starnews2001.com.br/odeschiller.html


Um desafio aos Tertulianos: escrevamos um pouco sobre a Guerra e a Paz e vejamos onde esta dissertação nos conduz...
Para os curiosos, recomendo a divina e universal versão que o "divino" Wilhelm Furtwängler conduziu, em 1951, na re-abertura do Festival de Bayreuth (Alemanha), e que é, ainda hoje, um símbolo da reconciliação da Alemanha, consigo mesma e com o Mundo, depois do horror da II Grande Guerra Mundial. Façamos deste símbolo um marco também para nós, contemporâneos, para que, de uma vez por todas, os poderosos compreendam que a resposta à violência não é, não pode ser, a violência. A morte e a destruição não fazem sentido e, por isso, TÊM que dar lugar à alegria da PAZ.

CD:

  • Elisabeth SCHWARZKOPF; Elisabeth HÖNGEN; Hans HOPF; Otto EDELMANN; Chor und Orchester de Bayreuther Festspiele; WILHELM FURTWÄNGLER

Outras gravações em CD que recomendo:

  • Anna TOMOWA-SINTOW; Agnes BALTSA; Peter SCHREIER; Jose VAN DAM; Wiener Singverein; Berliner Philharmoniker; HERBERT VON KARAJAN
  • Gundula JANOWITZ; Hilde RÖSELL-MAJDAM; Waldemar KMENTT; Walter BERRY; Wiener Singverein; Berliner Philharmoniker; HERBERT VON KARAJAN
  • Jessye NORMAN; Brigitte FASSBAENDER; Placido DOMINGO; Walter BERRY; Konzertvereinigung; Wiener Staatsopernchor; Wiener Philharmoniker; KARL BÖHM

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Aconselho vivamente...

Às terças-feiras à noite, na televisão pública, logo a seguir ao Telejornal , dá um programa que aconselho vivamente a verem. Trata-se de uma série feita pelo sociólogo António Barreto, que falando de vários temas (ontem foi sobre a emigração dos portugueses do campo para as grandes cidades), nos põe a par de como era Portugal há 2 ou 3 décadas. E porque é que aconselho? Porque muitas vezes quando falamos do nosso país, da "desgraça" que ele é, de tudo o que de mal ainda por cá se faz, da distância a que estamos do resto da Europa...etc, etc, esquecemos com muita facilidade de que ponto partimos há 30 anos. Apesar de eu achar que em muitas coisas podíamos estar melhor, muito melhor, digo-vos com toda a sinceridade que há coisas que não se mudam radicalmente em tão poucos anos.

sábado, 31 de março de 2007

Giuseppe Verdi: MESSA DA REQUIEM. CCB, 30 de Março de 2007

Já que, depois do maravilhoso concerto ao qual assisti ontem no Centro Cultural de Belém (CCB), não encontro, hoje, na comunicação social qualquer referência ao mesmo, venho, desta feita, aventurar-me no processo de análise daquilo que ouvi e vi, aliás, em excelente companhia.

Importa ressalvar que este texto não se constituirá como uma crítica musicológica científica, exacta e absolutamente fidedigna. Trata-se, sim, do meu sentir, enquanto ouvinte deste tipo de música, sem conhecimento teórico, apenas alguém que gosta de música e que tem um ouvido ainda muito inexperiente.

Comecemos por apresentar os intérpretes:

Soprano: Dimitra Theodossiou

Meio-Soprano: Gloria Scalchi

Tenor: Fabio Sartori

Baixo: Maurizio Muraro

Coro do Teatro Nacional de São Carlos, sob a direcção do maestro titular Giovanni Andreoli

Coral Lisboa Cantat, sob a direcção do maestro titular Jorge Carvalho Alves

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Direcção Musical do maestro Donato Renzetti.

Do ponto de vista geral, tratou-se de uma interpretação muito equilibrada no que concerne às dinâmicas, tempo e cores.

Destacar o início do Introitus, com um arrepiante pianissimo pelas cordas e uma coordenação entre todos os executantes (característica, aliás de toda a interpretação). Uma harmonia sonora reveladora de uma maturidade musical característica de uma orquestra experiente e que recebo com grande alegria. Já no Dies Irae, bem como no Tuba Mirum, de destacar a força de uma secção de metais e percussão, mais uma vez muito coerente com a prestação, em fortíssimo dos Coros. Pianos súbitos fantásticos (mérito, também, da brilhante condução de Donato Renzetti) a introduzirem o Baixo Maurizio Muraro que cumpriu com as obrigações da partitura, sem no entanto, e na minha opinião, se destacar. Quanto ao Liber Scriptus proferetur (para mim, a grande prova da meio-soprano ao longo de toda a obra) foi interpretado por Gloria Scalchi com aparentes dificuldades de projecção da voz, resultado, quiçá de uma má adaptação à acústica da sala, ou a uma voz que me pareceu pouco cheia no registo grave e que, por isso, se dissolvia no meio dos vários mezzo-forte e fortissimi da orquestra ao longo de toda a obra. Pena que tenha sentido a necessidade de prescindir dos vibrati, em passagens de registo agudo forte. Para Verdi são imprescindíveis cantoras com timbres mais escuros e redondos, naturalmente, com um registo médio e grave bem sustentados.

Quanto ao Ingemisco, Fabio Sartori interpretou-o com facilidade e boa projecção vocal. Obviamente que o meu ouvido, habituado a ouvir o Requiem em disco e, como tal, através de vozes como as de Pavarotti, di Stefano, entre outros, sente falta de timbres com mais cores e beleza. No entanto, Sartori desempenhou as suas passagens com honestidade e facilidade, mesmo no registo mais agudo e piano.

Gostava, agora, de fazer referência a Dimitra Theodossiou, soprano que temos a felicidade de receber, muitas vezes ao longo da temporada, em São Carlos. Referi atrás que Verdi carecia de vozes escuras e redondas. Este soprano tem, de facto, essas qualidades. Confesso, todavia que me assustei um pouco ao ouvi-la e, depois de reler o seu repertório habitual ainda fiquei mais assustado. A voz tem vindo a ganhar peso e a escurecer, ao mesmo tempo que, na minha opinião (repito: que é falível) ganha um certo descontrolo sobre o vibrato que imprime, nomeadamente, aos agudos, gerando-lhe algumas dificuldades na acuidade da afinação em momentos em que a claridade da nota, mais uma vez em agudo pianissimo, é essencial (refiro-me, mais especificamente ao Libera me). À parte destes pormenores, trata-se de uma timbre muito belo, provavelmente o mais belo dos quatro cantores que se nos apresentaram ontem à noite (se é que é legítimo comparar timbres de tessituras distintas).

Creio, à parte de tudo isto, que as grandes estrelas da noite foram a nossa Sinfónica e os coros e, sobretudo, o maestro. Destaca-se a qualidade dos metais e dos excelentes percussionistas, assim como a doçura das cordas, em especial o concertino, que, na sua curta prestação em solo, já fez valer a noite. É com regozijo e grande orgulho que verifico a excelência da execução da nossa principal orquestra nacional, assim como os dois Coros, ambos conduzidos pela batuta de Renzetti que, nas várias vezes que o escutei em São Carlos nunca me desiludiu. Muito positiva a decisão de o termos como Primeiro Maestro Convidado no Teatro Nacional de São Carlos...prenúncio de muito sucesso e desenvolvimento musical.

Resta-me agradecer à companhia que me (passo o pleonasmo) acompanhou e que espero ter apreciado o momento tanto ou mais do que eu...foi importante.

Que se repita!

Interpretações recomendadas:

CDs:

DVDs:

  • Angela GHEORGHIU; Daniela BARCELLONA; Roberto ALAGNA; Julian KONSTANTINOV; Swedish Radio Chorus; Eric Ericsson Chamber Choir; Orfeón Donostiarra; Berliner Philharmoniker; CLAUDIO ABBADO
  • Leontyne PRICE; Fiorenza COSSOTTO; Luciano PAVAROTTI; Nicolai GHIAUROV; Coro del Teatro alla Scala; Orchestra del Teatro alla Scala; HERBERT VON KARAJAN
  • Anna TOMOWA-SINTOW; Agnes BALTSA; Jose CARRERAS; Jose VAN DAM; Wiener Staatsopernchor; Wiener Philharmoniker; HERBERT VON KARAJAN