segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Parabéns

Vincent van Gogh: AMENDOEIRA EM FLOR (1880)

Se te for possível fazê-o, pensa que em cada tonalidade, em cada cor, em cada matiz, em cada contraste se encontra um bocadinho do afecto que te guardo...

Um beijo enorme à minha Dininha.

Gasparzinho

domingo, 9 de setembro de 2007

Luciano Pavarotti...sons que ficaram para a história.

Giacomo Puccini

LA BOHÈME
'Che gelida Manina'

Luciano Pavarotti (Rodolfo)
Ileana Cotrubas (Mimi)
Orchestra del Teatro alla Scala
Carlos Kleiber (Maestro)
Teatro alla Scala, 1979


TURANDOT
'Nessun dorma'*

Luciano Pavarotti (Calaf)
Royal Philharmonic Orchestra

Kurt Herbert Adler (Maestro)
Royal Albert Hall, 1982


*Versão em concerto.

Gasparzinho

Luciano Pavarotti...pequena discografia aconselhada.

Mal grado a morte do maestro não ser, por si só, a principal justificação para se querer conhecer a sua obra (tomando o exemplo do abjecto costume português de se fazerem homenagens póstumas [apenas!!!] - estes últimos posts são, contraditoriamente, disso exemplos), gostaria de dar o meu contributo para a divulgação de algumas gravações essenciais que aconselho todos os nossos amáveis leitores a defrutar...aventurar-se:

...aconselho-vos, mesmo a seguírem a ordem que aqui vos apresento...isto porque o ouvido também precisa de maturidade para entender e descobrir a subtil beleza do complexo e complicado mundo da música erudita (infeliz o nome dado ao género, mas é o que temos):

  • Giacomo PUCCINI: LA BOHÈME; Mirella FRENI; Luciano PAVAROTTI; Rolando PANERAI; Elizabeth HARWOOD; Gianni MAFFEO; Nicolai GHIAUROV; Schoneberger Sangerknaben; Berliner Philharmoniker; HERBERT VON KARAJAN
  • Pietro MASCAGNI: L'AMICO FRITZ; Mirella FRENI; Luciano PAVAROTTI; Vicente SARDINERO; Royal Opera House Chorus and Orchestra, Covent Garden; GIANANDREA GAVAZZENI
  • Gaetano DONIZETTI: L'ELISIR D'AMORE; Joan SUTHERLAND; Luciano PAVAROTTI; Dominic COSSA; Spiro MALAS; Maria CASULA; Ambrosian Opera Chorus; English Chamber Orchestra; RICHARD BONYNGE
  • Gaetano DONIZETTI: LA FILLE DU RÉGIMENT; Joan SUTHERLAND; Luciano PAVAROTTI; Spiro MALAS; Monica SINCLAIR; Royal Opera House Chorus and Orchestra, Covent Garden; RICHARD BONYNGE
  • Gaetano DONIZETTI: LUCIA DI LAMMERMOOR; Joan SUTHERLAND; Luciano PAVAROTTI; Sherrill MILNES; Nicolai GHIAUROV; Royal Opera House Chorus and Orchestra, Covent Garden; RICHARD BONYNGE
  • Giacomo PUCCINI: TURANDOT; Joan SUTHERLAND; Luciano PAVAROTTI; Montserrat CABALLÉ; Nicolai GHIAUROV; Peter PEARS; John Alldis Choir; London Philharmonic Orchestra; ZUBIN MEHTA
  • Giuseppe VERDI: RIGOLETTO; Joan SUTHERLAND; Luciano PAVAROTTI; Sherrill MILNES; Ambrosian Opera Chorus; London Symphony Orchestra; RICHARD BONYNGE

Aqui ficam algumas sugestões para começarmos a recordar aquilo que Pavarotti foi e será, do ponto de vista da lírica.

Periodicamente trarei mais sugestões.

Boas escutas!

Gasparzinho

sábado, 8 de setembro de 2007

Pavarotti II

Foi hoje a enterrar um homem grande...UM GRANDE HOMEM.
Quando ouvi o anúncio da sua morte logo me lembrei do nosso companheiro Gasparzinho. Ele adiantou-se e escreveu um texto bastante bom sobre este SENHOR da lírica.
Não o conhecia apenas dos "três tenores" e realmente far-me-á falta como diz o meu amigo do post anterior. E não será apenas pela sua voz, mas por algumas coisas que ele representou: por ter aproximado a música dita erudita de um elevadíssimo número de pessoas, porque apesar de cantor lírico soube adaptar a sua voz a outras vertentes da música, chegando assim a camadas mais jovens da população.
Resta-nos a consolação de que apesar da sua morte poderemos continuar a ouvi-lo até ao fim dos nossos dias graças às novas tecnologias.
Oiçam-no e deleitem-se mesmo que alguns afirmem que cantava trechos que não estavam adaptados à sua voz...de qualquer forma os meus ouvidos não o ouvem assim.
Obrigado Pavarotti.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Luciano Pavarotti (1935-2007)

Parece-me a mim que, se Deus existir, o céu deve, neste momento, estar em silêncio para se fazer ouvir uma voz que a Terra perdeu ontem de madrugada. Não se trata de uma qualquer voz, nem, tão pouco, da melhor de todas as vozes. Não se trata de um herói, de um santo ou de um demónio. Não se trata de um virtuoso, ainda que nos brindasse, sempre que podia, com a sua virtude. Trata-se de alguém que viveu durante setenta e um anos junto de nós e que, tal como eu e o distinto leitor, tinha gostos, afectos, virtudes, defeitos, ambições, talentos, espírito criativo, perseverança...alguém que viveu a sua vida (e que vida!) e que procurou desfrutá-la o melhor que pôde, com todos os excessos a que teve direito, mas que soube sempre partilhar com quem precisava e, acredito, continuará a partilhar, mesmo depois de nos ter deixado "sós como cães" (fazendo aqui uso daquilo que disse quando o seu pai o "deixou").
Importa compreender quem sentirá o vazio deixado por este "gigante". Não serão somente os velhos ricaços e as velhas com casacos de pele e visôn ao pescoço, com vestidos e estola, os senhores engravatados e empertigados que, mesmo após quarenta anos a frequentar o teatro de ópera continuam a não dispensar a condução do camareiro até ao mesmo lugar que ocupam, temporada após temporada. É também a minha tia, que o conhecia dos "Três Tenores" e que, apesar do timbre cansado e envelhecido pelos anos, continua a dizer que ele é o melhor dos três e que o será sempre, muito embora os ditames da musicologia e ciências afins até digam que o senhor cantava um repertório que não era o mais indicado para as características da sua voz.
Pavarotti faz falta aos colegas do meu pai, que, embora nunca tenham ouvido uma ópera completa por ele interpretada, se recordam do "gordo de barbas negras, sorriso largo, e lenço branco na mão" que cantou com Bono Vox, Bon Jovi, Spice Girls, Tracy Chapman e tantos outros...que cantou a Miss Sarajevo com os U2 quando a guerra na Bósnia Herzgovina era uma presença constante nos telejornais e tantas Miss Sarajevo morriam diariamente.
Pavarotti faz falta às crianças da Bósnia Herzgovina, Guatemala, Kosovo, Libéria, Cambodja, Tibete...e faz falta a tantas outras crianças da guerra que viria a continuar a ajudar. Pavarotti exigia cachêts milionários sempre que cantava: sempre os mereceu e nunca os recusou...mas também deu tanto! Serviu-se do seu estatuto de super-estrela (como nem Maria Callas foi) e fez aquilo que tantos de nós poderiam fazer (não à mesma escala, claro) e não fazem.
Pavarotti faz falta aos seus amigos e à sua família, aos seus colegas, à Música e ao Mundo.
Pavarotti faz-me falta a mim porque, embora ele não seja, na minha opinião, o melhor tenor de todos os tempos, é, com certeza, o maior cantor de todos os tempos...correndo o risco de entrar em contradição. Isto é, ele foi o primeiro tenor que eu venerei e continuo a venerar. Mas no meu percurso fui encontrando outros que me cativaram mais, todavia nenhum deles foi "maior do que a vida", "maior do que a ópera"...Luciano foi-o.

Aqui fica a mensagem de alguém que não está triste pela morte de Pavarotti, mas que celebra a sua vida, a sua maravilhosa e gloriosa vida e que continuará a encantar-se pela forma inconfundivelmente galante com que cantava os pianissimi, os legati, os portamenti e, sempre que podia, nos bombardeava (no bom sentido) com um Dó agudo fenomenal para logo a seguir abrir os seus longos braços e nos abraçar enquanto berrávamos e aplaudíamos como loucos.

Até sempre...ou melhor:

BRAVO LUCIANO!!!


Gasparzinho




domingo, 22 de julho de 2007

Mensagem a uma das Raízes da Árvore das nossas Vidas...

Gustav Klimt: A ÁRVORE DA VIDA (1909)



Cara TIA DONALDA, nossa MESTRE, NOSSO MODELO, NOSSA COLEGA, NOSSA MADRINHA, MINHA ILUSTRE VIZINHA e, sobretudo, NOSSA AMIGA:





Agradecemos-lhe todo o afecto que nos guarda...todos os lanches e as intermináveis, mas sem dúvida, agradáveis conversas no bar da escola...as boleias para casa...os conselhos...a conversa e atenção que me dispensou no primeiro ano quando as coisas estavam muito difícieis...o "apoio de bastidores" à minha Cláudia "Gomes"- 21, o "apoio de bastidores" no "Posto de Saúde" cá da nossa terra (lololol)...ter sempre acreditado em nós...as suas gargalhadas...as suas chamadas de atenção...o seu apoio no "Conselho" quando alguns "dos nossos" estavam em dificuldade...o seu apoio e conselho no início do ano, quando o caos reinava no grupo de finalistas...ter estado conosco ontem, na nossa festa...ter estado presente sempre...


Por tudo isto permita-me dizer-lhe que é com saudade que, acredite, a recordarei (e recordaremos todos os que terminaram esta primeira etapa) com imenso carinho e nostalgia, porque foi uma parte essencial para um dos períodos mais felizes e importantes da minha (e da nossa) vida.


Obrigado por tudo!


Um abraço grande e apertado para a Tia Donalda.

sábado, 21 de julho de 2007

O final desta jornada

Há muito tempo que ninguém vem a este blog. Hoje há uma razão especial: parabéns aos distintos bloguistas que ontem terminaram o seu Curso.
Espero que agora, com um pouco mais de tempo livre, e com muitas novidades para contar nos voltemos a encontrar nesta Tertúlia Virtual.
Beijos